terça-feira , 21 novembro 2017
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Artigo: O sincero louvor de uma criança

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VICTOR MIRANDA

Na última semana, nossa amada CBP completou 21 anos de igreja organizada. Alguns, acostumados com a brincadeira, diriam que atingimos a maioridade. Eu, prefiro esperar que essa maioridade não chegue tão cedo. Ou melhor, que não chegue nunca.

Explico: a maioridade costuma vir acompanhada do desejo de independência. Adolescentes não veem a hora de se tornarem livres para deixar a saia da mãe e os cuidados do pai e se sentirem grandes, maduros, adultos. Partindo da premissa de que Deus é nosso Pai e que a igreja existe para viver permanentemente debaixo das suas asas, o nosso desejo precisa ser o inverso.

Em vez de comemorarmos uma possível maturidade, um eventual crescimento, temos que voltar à essência, entendendo sempre que, no mundo cristão, independência é morte. O próprio Jesus alertou à necessidade de sermos como os pequeninos. Afinal, como diz a Palavra, deles sai o verdadeiro louvor.

O texto de Lucas 18:17 é belíssimo ao chamar a nossa atenção para a inocência, sinceridade, espontaneidade e dependência. Jesus, diz: “Digo a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”.

Essa passagem me veio à mente após o culto do último domingo. O cantor, compositor e escritor Thiago Grulha (homem de Deus!) estava conosco, conduzindo o momento de louvor, quando ocorreu uma cena inesquecível. No meio de dezenas de crianças, o pequeno João Pedro ergueu as mãos, fechou os olhos e passou a cantar, emocionado.

A música que tocava no momento: “Quebrantado”. Nas lágrimas que escorriam dos seus olhos, era possível ver o Senhor quebrantando, de fato, aquele coração. Era uma ministração muito clara do Espírito Santo na vida do menino. É bem possível que, naquele mesmo momento, dezenas de outras pessoas estivessem, naquele mesmo salão, tão emocionadas ou até mais do que o João Pedro.

Mas o agir de Deus na vida daquela criança era claro. E outras pessoas que estavam ao redor – especialmente adultos – foram edificadas. Bem provável que, como eu, vários tenham se lembrado dos ensinamentos de Cristo acerca das criancinhas. Até proque, não há como negar que o ministrar de Deus estendeu-se a quem acompanhou a cena. Incluindo o cantor Thiago Grulha.

Como João Pedro estava sentado na primeira fileira, não foi difícil que fosse visto. Thiago pegou em sua mão e o puxou para perto de si. A igreja continuou cantando. Abraçados, os dois choravam e sentiam a presença de Deus. O próprio cantor reproduziu em sua página no Facebook a foto desse momento. Até a hora em que escrevo esse texto, 1,7 mil pessoas haviam curtido a imagem.

Talvez essas também tenham sido impactadas e ministradas ao verem um menino erguendo aos céus o seu sincero louvor. Talvez alguns tenham se lembrado de quando eram crianças, e das experiências marcantes que tiveram com o Senhor. Muitos, talvez, nem tenham compartilhado esses momentos, achando que adultos jamais entenderiam.

Aos 21 anos, é tempo de voltarmos à essência, assim como será quando completarmos 50 anos de igreja. É hora de termos a inocência de uma criança. A sinceridade delas. Nada de gestos ensaiados. De palavras decoradas. Mas momentos de conexão direta com o Pai. Como o do menino João Pedro. Que nos nossos lábios habite o louvor sincero de uma criança.

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