quinta-feira , 14 dezembro 2017
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Chamados para servir!

Chamados para servir (Arquivo)

Chamados para servir!
(Atos 6)

Introdução 

Uma das grandes qualidades da igreja primitiva era contar com “a simpatia do povo” (Atos 2:47). Isso ocorria pelo amor, unidade e pelo serviço. Como CBP, temos sonhado com “coisas grandes”. Isso só vai acontecer se expulsarmos a apatia e evitarmos a antipatia no meio onde estamos. Há grandes carências na Cidade. Nós somos os obreiros. É nossa missão ser igreja viva e relevante.

 

1.) Servir é a marca da igreja

Apesar de inspiradora, a igreja de Atos não era perfeita. Os crentes assumiram a responsabilidade de alimentar diariamente as viúvas (6:1). No entanto, havia o partidarismo dos hebreus (judeus de fala aramaica ou hebraica que viviam na Palestina), que ignoravam as viúvas helenistas (judeus de fala grega, vindos de outras regiões). Isso gerava murmuração no meio da comunidade.

O problema chega aos apóstolos. Eles reúnem os crentes, dizem estar empenhados na pregação da Palavra e oração, mas não desprezam o sofrimento das viúvas. Sugerem  a escolha de sete diáconos (diakonein, quer dizer “servidores”) e deixam claro que a igreja deve servir espiritualmente (v. 4) e materialmente (v. 2).

 

2.) Servos de Cristo devem ter vida reta

O currículo exigido: homens de boa reputação, cheios do Espírito, sábios e dispostos a servir (v. 3). Estêvão encabeça a lista. Além das virtudes já citadas, o versículo 5 acrescenta que ele era um “cheio de fé”.

Ou seja, o primeiro mártir da história da igreja não recorreu ao protagonismo. Foi chamado para atuar nos bastidores, servindo a mesa das viúvas. Seu chamado era servir. Fazia isso com excelência. Atos 6:8 traz um novo recorte desse servo valoroso: “homem cheio de graça a poder”.

Mesmo com tantos atributos, manteve-se focado na missão para a qual foi designado. O final do versículo 8 confirma isso: “fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. Esse é o propósito da igreja. Somos chamados para fora. O impacto do amor transformador de Cristo deve ser sentido na sociedade, em meio à multidão. Cristianismo interno não faz sentido.

Não é preciso ser protagonista para alcançar o coração de Deus. Pelo contrário, o foco não está nos homens. Onde você estiver, o Pai enxerga. Ele vê o nosso coração, a nossa motivação. Precisamos ter coração de servos, alinhados à vontade Dele.

 

 3.) Servos de Cristo sofrem oposição

A vida de Estêvão mostra que fazer a vontade de Deus não nos torna imunes a problemas. O homem de tantos atributos, encontra oposição ferrenha. Dia após dia pessoas eram acrescidas ao povo de Deus. Até os religiosos se curvavam (v.7). As autoridades entendem que era preciso intervir.

O “crime” de Estêvão foi cumprir a vontade de Deus, servindo, curando, fazendo sinais e proclamando o evangelho. Estar no centro da vontade do Pai o levou para o centro de tribulações. Era tão cheio de Deus que os inimigos “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (v.10).

Sem condições de enfrentá-lo honestamente, os opositores eles subornam homens para acusá-lo de blasfêmia. Estêvão, o homem de tantas virtudes, caminhava para a morte. Tal como Cristo, não reclama. A serenidade com que enfrenta tudo trouxe paz ao povo de Deus diante da perseguição que se intensificaria.

 

4.) A glória de Deus brilha sobre os seus servos

Estêvão era marcado pelo serviço, mas a sua comunhão com o Pai era tamanha que ele projeta a fé universal (v.14). Ou seja, ele pregava que a salvação para todos, não mais restrita a judeus. Após ser acusado, Estêvão recebe os olhares de todos os presentes (v.15). Seu rosto brilha. Dessa vez, não apenas no sentido figurado. Seu rosto se assemelhava ao de um anjo. A glória do Senhor estava com ele.

O homem dos bastidores vira protagonista. E de uma forma que a maioria de nós não desejaríamos vivenciar. Estêvão, no capítulo 7, faz sua ampla defesa. Endurece contra os críticos e é apedrejado. Nenhum dos que vivenciaram os sinais e maravilhas o defendem. Nascia ali o primeiro mártir. Com um coração de servo, uma vida reta, enfrentando oposição, um homem que brilhou para Cristo.

Perguntas para reflexão:

– Qual a importância do serviço na igreja?

– Que tipos de marca a CBP pode deixar hoje na Cidade/ Região?

– É possível detectar carências em nossa sociedade que possam ser alvo de orações e do serviço da igreja?

– Você tem servido à igreja e à sociedade?

– Você tem sonhos de trabalhos específicos na sociedade? Eles estão vivos? Pode compartilhá-los?

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