terça-feira , 23 Janeiro 2018
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Comemorando o Natal

O Natal é uma das mais significativas datas do calendário cristão. Porém, a data de 25 de dezembro para a comemoração do nascimento de Jesus é arbitrária. É totalmente improvável que Jesus tenha nascido em um 25 de dezembro.

Os primeiros cristãos não comemoravam o natalício do Senhor. Quando as comemorações começaram houve muita discussão e controvérsia. A data real do nascimento de Jesus já estava perdida no tempo e muitas outras foram escolhidas como as datas mais “prováveis”. Assim, o Natal já foi comemorado em 6 de janeiro, 19 ou 20 de abril, 20 de maio, 17 de novembro, etc.

A data de 25 de dezembro é incabível porque ocorre em pleno inverno no hemisfério norte e, os fatos envolvendo o nascimento de natalJesus relatados na Bíblia não poderiam ter acontecido no inverno palestino, muito frio. Essa data começou a ser usada aos poucos, mas só foi “oficializada” pela igreja e pelo império romanos no ano 440 d.C. a fim de “cristianizar” uma festa pagã que ocorria nesse dia para celebrar o “deus Sol”.

Parece que o ideal de “cristianizar uma festa pagã” deteriorou-se com o tempo. A famosa festa cristã tem sido desvirtuada. Não é Jesus o centro do Natal. Poucos lembram-se do Senhor. No lugar dele foi entronizado o famigerado Papai Noel. O grande anseio da data não é exaltar o Salvador, mas ganhar e dar presentes, para gáudio do comércio. A preocupação maior passou a ser comidas, bebidas, presentes, cartões e mensagens de boas festas. Não são muitos os que se lembram do Senhor Jesus.

Não precisamos ser amargos e deixar de comemorar o Natal, como fazem alguns radicais. Também não precisamos ser “desmancha prazeres” e condenar a troca de presentes ou as refeições especiais. Sem dúvida, 25 de dezembro é escolha aleatória, mas e daí? Se a data era reservada para o culto a um deus ilusório e pagão, o “deus sol”, o que temos com isso? Não comemoramos um deus de mentira, celebramos Jesus, o sol da justiça!

Que as famílias cristãs não desvirtuem a comemoração, reservando lugar para um culto de gratidão onde se agradeça a Deus porque Jesus tornou-se um de nós, como presente dele. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Que o momento da Ceia de Natal seja o tempo de agradecer por Jesus, dádiva da graça de Deus ao mundo perdido. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Que haja louvor. Os anjos cantaram anunciando aos pastores de Belém o nascimento do Salvador: “Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lc 2.14) Cantemos e celebremos ao Senhor!

Que haja proclamação. A cada ano deve ser repetida a verdadeira história do nascimento de Jesus. Seus parentes, seus amigos, seus vizinhos sabem o porquê do Natal? “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?“ (Romanos 10.14)

Que haja confraternização e boa vontade. Nesta época as pessoas ficam mais receptivas. Aproveite para abençoá-las, levando-as, quem sabe, a um encontro com o Príncipe da Paz. “Não tomeis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.”(Rm 12.17,18).

Finalmente, se o seu 13.º der para alguns presentinhos e uma comidinha melhor, tudo bem. Desde que Cristo seja o alvo da sua comemoração, isso não vai comprometê-la. O mais importante é que Jesus seja celebrado como o autor da salvação. Afinal, a Palavra diz: “Porque o reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo”(Rm 14.17).

Deus nos abençoe. Feliz Natal!

Pr. Jorge Henrique

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