quinta-feira , 14 dezembro 2017
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Como está o seu coração?

Como está o seu coração (Arquivo)

Mateus 15:1-20

Introdução
O rol dos inimigos de Jesus aumentava consideravelmente. Escribas e fariseus estavam entre aqueles que procuravam falhas em sua conduta, pregação ou caráter. Sem encontrar nenhum motivo para condenação, estes opositores tentam atacar os discípulos de Cristo. “Por que estes homens não lavam as mãos antes das refeições?”.  A resposta de Cristo é firme e ríspida. Ele defende os seus seguidores e condena a religiosidade dos seus opositores.

Aos olhos dos religiosos, os discípulos cometiam um erro grave. Não era uma questão de higiene, mas sim, de tradição. Os escribas e fariseus ensinavam uma série de tradições que deviam ser seguidas para evitar-se a contaminação. Mas Cristo rompe com esse pensamento, mostrando que a religiosidade é um mal a ser combatido por aqueles que verdadeiramente amam e servem a Deus, uma vez que a contaminação vem do coração.

Essa mensagem é um convite para uma avaliação pessoal diária. A pergunta é: Como está o seu coração?

1.) Jesus rejeita os hipócritas
Jesus mostra àqueles homens que a religiosidade jamais pode substituir a espiritualidade verdadeira. Para isso, utiliza os Dez Mandamentos. Segundo a lei judaica, o filho deveria honrar o pai e a mãe, assumindo o sustento deles na velhice. Muitos burlavam essa tradição, ofertando os seus bens ao templo para fugir da responsabilidade com os pais. Futuramente, negociavam com os religiosos para reaver o que havia sido doado.

A resposta de Jesus é sem rodeios. A religiosidade invalida a palavra de Deus. “Hipócritas!”, diz o Mestre. Poucas coisas tiram tanto o Senhor do sério como a hipocrisia. No grego, a palavra tem o sentido de “aquele que representa um papel”. Ou seja, o hipócrita é um ator, um fingidor, um intérprete. Cristo rejeita os hipócritas. O evangelho não aceita máscaras.

A religiosidade nasce a partir do momento em que o homem se distancia de Deus. Adora as suas condutas, ama as suas tradições, envaidece-se por suas escolhas, e despreza a oportunidade de reconciliar-se com o verdadeiro Senhor. Só diante do verdadeiro arrependimento surge a oportunidade do recomeço. O Senhor não resiste a um coração quebrantado, mas rejeita a hipocrisia. Não se comove com mãos levantadas e corações duros; não se agrada de joelhos dobrados e lábios sujos. Aqueles religiosos estavam distantes do verdadeiro arrependimento.

2.) O que vem de fora não contamina o homem
Após responder os religiosos, Jesus dirige-se à multidão. “Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai da boca”. Deixar de seguir a tradição dos anciãos (a religiosidade) não destrói o ser humano. O que destrói o homem é a maldade que existe dentro dele próprio. De dentro de nós surge aquilo que nos afasta de Deus e nos torna impuros para todo e qualquer contato com o Santo Deus. O maior problema não está nos outros, não está na igreja, não está na sociedade, não está nas tentações. O que nos contamina vem de dentro, não de fora.

A alternativa à contaminação é a purificação. O pastor Luiz Sayão diz que “a purificação é o que nos coloca em condições de termos intimidade com Deus. É o que nos permite estar perto do Pai”. Puro não é quem caminha nas tradições, é quem caminha com Cristo; puro não é quem lava as suas mãos antes de comer, mas quem lava as suas vestes no sangue do Cordeiro.

Os discípulos parecem assustados com a repercussão daqueles ensinamentos. Tanto que procuram o Mestre: “sabe que eles se escandalizaram?”.          A vida daqueles homens estava contaminada, e eles não mostravam interesse em mudar. Movidos pela arrogância, rejeitavam o Salvador. “Deixai-os; são cegos, guias de cegos”. E sentencia: “se um cego for guiado por outro cego, cairão ambos no barranco” (v.14).

A vida “certinha” não é suficiente para purificar ninguém. Líderes que não estão centrados em Deus não são guias espirituais de confiança. São cegos, que sabem a teoria, que honram a tradição, mas que são incapazes de conduzir os próprios passos. Estão contaminados, e a contaminação do homem só pode ser sanada por aquele que se entrega por completo ao Espírito Santo de Deus. A purificação é o que nos coloca em condições de termos intimidade com Deus.

3.) O segredo é o coração
A mensagem era tão dura que os discípulos pareciam não entender. Pedro pede uma explicação. Jesus explica: o coração é o centro de tudo. É de lá que vem tudo aquilo que contamina o homem. A fonte do pecado está no coração, e não naquilo que vem de fora.

Biblicamente falando, o coração não é apenas o órgão vital do corpo. O coração representa o centro da personalidade do homem, o que inclui o intelecto, a consciência e as emoções. Simplificando, o pecado nasce na nossa mente e nas nossas emoções. É o coração que precisa ser purificado. Deus não faz distinção entre os pecados do interior e os pecado de ação. A nossa quebra de comunhão com Deus não existe a partir do que o meu próximo consegue ver, mas daquilo que está em meu interior.

Se Jesus condena os religiosos por serem hipócritas, podemos entender que Ele espera coerência entre o que vivemos e o que pregamos. É preciso substituir a cada dia o coração contaminado pela vida purificada. Não podemos fazer as coisas porque temos de fazer, mas porque o nosso coração está naquilo.

Em Marcos 12:29-31, ao ser confrontado por um escriba, Jesus cita o maior mandamento: “Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração (…). O que livra o homem da contaminação e da religiosidade é o estar cheios de Deus. Essa é a purificação esperada. Em Colossenses 3:23, Paulo diz: “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens”. O Senhor não se contenta com boas obras, não se contenta com meio coração. Ele te quer por completo. Provérbios 23:26 diz: “Filho meu dá-me teu coração, e deleitem-se os teus olhos nos meus caminhos” . Você já entregou o seu coração por completo?

Como está o seu coração?

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO:

·         Como posso avaliar meu coração?

·         Qual a diferença entre religiosidade e seguir a Deus?

·         Caso haja hipocrisia em meu coração, como posso mudar essa realidade?

·         O que pode nos contaminar (sujar) hoje? O que ou quem pode nos purificar (limpar)?

·         Faça essa pergunta para você mesmo: como está MEU coração?

 

Victor Miranda

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