terça-feira , 23 Janeiro 2018
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COMUNIDADE BATISTA DA PAZ, A IGREJA NASCIDA DE UM SONHO

(resumo histórico)
A Comunidade Batista da Paz (CBP) nasceu do sonho de termos em São Vicente uma igreja dinâmica, aberta, contextualizada, viva e verdadeiramente compromissada com Deus. Na conversa inicial entre alguns irmãos que se encontraram numa manhã de sol na Praia de Itararé, acertou-se um novo encontro onde nos reuniríamos para pensar e avaliar questões. Do ponderar informal diante do Senhor, em 28/01/89, um sábado, na sala da casa do Pr. Jorge Henrique e da Marli foi concebida a CBP, primeiramente como grupo pequeno que, a seguir, tornou-se congregação da IB de V. Jóquei (Pr. Marcos Domingues) sendo, finalmente organizada em igreja em 27/6/92 após Concílio formado por pastores das igrejas batistas da região.

De Bíblia aberta, reuníamo-nos, a cada semana, para descobrir, no Novo Testamento, como Deus queria que a sua igreja fosse. Lendo Atos e as epístolas, chegamos a sete ênfases: 1) louvor e adoração, 2) vida devocional, 3) ensino, 4) missões, 5) discipulado, 6) comunhão e 7) ação social. Logo, entendemos que poderíamos agrupar alguns dos itens e ficamos com cinco ênfases: adoração, comunhão, discipulado, serviço e missões. Ainda não havia o ministério ‘Propósitos’ no Brasil nem ouvíramos falar de Rick Warren, o corajoso e criativo pastor de Saddleback que, providencialmente, tem ensinado e divulgado sobre os cinco propósitos no mundo. O fato é que é impossível esquadrinhar o Novo Testamento e não chegar à mesma conclusão, ainda que se usem termos diferentes.

Nossa existência foi marcada por muitas e duras lutas, mas também por grandes e retumbantes vitórias. Optamos, desde o início, por um louvor contextualizado, amplo e livre; pela formação de grupos pequenos, onde a evangelização e a comunhão pudessem ser experimentadas; por estruturas simples e descomplicadas, que não deixassem a liderança nem a igreja engessadas; por um ministério colegiado, onde diversos ministros pudessem ministrar e conduzir a igreja, etc. Lutamos sempre por um ambiente caloroso e cheio da unção de Deus, aonde os que chegam sintam-se amados e desafiados por um encontro verdadeiro com Deus.

Manter-nos no propósito dado por Deus não tem sido tarefa tão fácil, mas preservar nossa identidade e nossa filosofia, além do nosso ‘jeitão’ de ser e de fazer, são direitos e privilégios inegociáveis.

Reconhecemos estar ainda longe daquilo que o Senhor deseja de nós, mas temos avançado. Graças a Deus, hoje, muitos dos nossos sonhos já não são mais novidade e deixaram de assustar os que tanto se incomodavam com nossos modos e meios. Talvez já não nos vejam mais como o “bicho papão” em forma de igreja que tanta desconfiança sem razão causou para alguns. Graças a Deus, hoje, muitas igrejas têm também grupos de teatro e de dança, muitos levantam as mãos quando cantam e louvam e aplaudem o Senhor e coisas assim. Muitas das nossas práticas tornarem-se comuns em quase todos os arraiais eclesiásticos…

Em 2005, querendo sempre melhorar, após exaustivas avaliações de filosofias de ministérios e estratégias e métodos de trabalho, optamos por abraçar a ‘Visão Celular’. Verdade que os grupos sempre fizeram parte da nossa vida, mas decidimos aprofundá-los e transformá-los em ‘células’ de evangelismo, mudando-lhes a nomenclatura para nos desvincular da arraigada e nociva ideia de que ‘grupos pequenos eram apenas para comunhão’, tornando-nos vítimas da perigosa e fatal ‘koinonite’ (disfunção da comunhão). Discutimos, amplamente, com o núcleo da liderança, depois com a liderança ampliada e finalmente com a igreja toda, de modo a não pairarem dúvidas sobre as nossas intenções nem o que faríamos e porque faríamos. Graças a Deus, a igreja abraçou a proposta com entusiasmo, entendendo que a ‘celularização’ nos ajudaria a ser, de modo efetivo, aquilo que Deus queria que fôssemos. Mercê de Deus, não sofremos traumas com este avanço. Destacamos neste período, o inestimável apoio dos pastores Marcílio e Sônia Guerra, da IB Nova Vida, de Piracicaba, SP.

Em maio de 2014, após ‘namoro’ que acontecia desde 2008, optamos pela filiação à Associação MDA (Modelo de Discipulado Apostólico), acreditando que a adesão nos daria mais qualidade aliada à quantidade. E assim tem sido.

Estando, ainda, em processo de transição, entendemos que há um longo caminho a percorrer, com inevitáveis ajustes, mas, sem dúvida, todos reconhecem a impossibilidade de voltarmos atrás.

Nossa luta como igreja não acabou. Na verdade, está apenas no início e jamais terá fim. Como nos diz a Palavra: “… nossa luta não é contra carne ou sangue…” (Ef 6.12). Se o nosso desafio fosse, apenas, o de apresentar meios e modos “diferentes, contextualizados, inovadores modernos”, ou qualquer bobagem, seria luta inútil, inócua e sem propósito. A tarefa primordial é glorificar a Deus, fazendo discípulos, conforme ordem do Senhor.

Sigamos adiante cumprindo, fielmente, a responsabilidade que Deus colocou sobre os nossos ombros. Não somos melhores (nem piores) do que ninguém. Temos, sim, direito de ser, de existir, de fazer igreja conforme cremos o Senhor nos manda e permite fazer. Por isso, sigamos com simplicidade e singeleza de coração, pois temos a grande responsabilidade de “ser igreja viva e relevante, fazendo diferença num mundo carente da graça de Deus”.

CBP, igreja nascida, um dia, de um sonho de alguns… CBP igreja querida, igreja aguerrida, igreja sofrida, mas nunca vencida! O sonho não acabou! Está cada vez mais vivo e mais forte em nosso coração! Há lugar especial nesta cidade sofrida para ti! Há um trabalho, uma missão para realizarmos a partir desta cidade, a primogênita do Brasil! Deus levantou-nos, chamou-nos, comissionou-nos para sermos o que temos sido até agora e mais, ainda. Que grande privilégio Ele nos deu: sermos testemunhas do nosso Senhor Jesus Cristo, para quem vivemos, em nome de quem ministramos e a quem desejamos sempre glorificar!

Que Deus nos dê graça, unção e humildade para mantermos o coração na obra e os olhos fitos em Cristo Jesus, nosso supremo alvo!

Deus nos abençoe!

Pr. Jorge Henrique

Declaração de Propósito

“O propósito da Comunidade Batista da Paz é glorificar a Deus fazendo discípulos frutíferos e multiplicadores no poder do Espírito Santo”

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