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Esboço para Células – A Oração de Cristo

Mensagem Victor 03-08

Esboço Oração Sacerdotal (Arquivo)

A oração de Cristo

João 17: 11-24

 Introdução

O ministério de Jesus entrava em sua reta final. Após três anos e meio de manifestação aos homens, o Messias havia curado, feito milagres, cumprido uma série de profecias do Velho Testamento e, principalmente, feito discípulos. Este texto é uma oração de Jesus, conhecida como ‘Oração Sacerdotal’. No Antigo Testamento, os sacerdotes eram os   representantes do povo diante de Deus. Jesus surge como uma nova figura: o sacerdote que se oferece em obediência ao Pai como sacrifício.

 

Por isso, a oração de Jesus acontece em um momento de profunda agonia. A essa altura, Jesus já havia tomado a última ceia, dado as instruções, finais, prometido o envio de um Consolador (o Espírito Santo), lavado os pés dos 12, apontado quem seria o traidor e até se despedido. Depois de tudo, Cristo simplesmente levanta os olhos e ora. Uma oração que devemos ter em nossos corações se quisermos compreender o coração de Cristo.

1.) Cristo tem um coração intercessor

A oração sacerdotal reitera uma das características mais marcantes do ministério do Senhor: Ele era um intercessor e não fazia nada sem se submeter à vontade do Pai. Desde a chamada dos discípulos, a Bíblia relata isso. A ‘Oração Sacerdotal’ talvez não seja a oração mais conhecida feita por Ele, mas provavelmente é a mais profunda.

A palavra intercessão tem um significado muito forte. Significa “estar entre” ou “mediar”. Desse modo, Jesus se coloca entre os seus discípulos e Deus; entre a igreja e o Pai. Primeiramente, entre os versos 1 e 5, ele pede por si próprio, para que Deus cumpra integralmente os propósitos que tem estabelecido através da sua vida. Na sequência, intercede pelos discípulos (versículos 6 a 19) e pela igreja (versículos 20 a 23).

Quando oramos por alguém, colocamos diante de Deus aquilo que consideramos de mais urgente e importante. Jesus fez isso em sua súplica sacerdotal. Para o Mestre, a prioridade é que seus seguidores estejam guardados do mal (versículos 11 e 15), que sejam um (versículo 11)  e que santifiquem-se na verdade (versículo 17). Hoje, quem cumpre em nós o papel de interceder pelas reais necessidades é o Consolador, prometido por Jesus no capítulo 16. (Leia Romanos 8:26-27).

2.) O discípulo tem um coração santificado na verdade (vv 15- 19)

Cristo vai direto ao ponto em sua oração pelos discípulos: eles não serão poupados das tristezas e males do mundo. Embora não sejamos daqui, uma vez que somos cidadãos do céu, ainda vivemos neste mundo. Se o mundo anda em trevas; Cristo nos chama para sermos a luz (Mt 5:14). Se o mundo é um campo, nós somos a boa semente (Mt 13:38); se o mundo tem o ódio (João 15:18), nós temos o amor (1 João 4:9-10); se o mundo jaz no maligno (1 João 5:19), nós morremos com Cristo e com ele revivemos (Romanos 6:8).

O foco de nossas orações não deve ser para que sejamos poupados deste mundo, mas para que sejamos guardados do mal. Esse é o caminho da da santificação. Isso consiste em estarmos alheios aos padrões deste mundo, embora estejamos inseridos nele.  A santificação não é a ausência do pecado, mas sim, o clamor intenso pela graça de Deus sendo derramada de forma suberabundante onde antes havia pecado.

Como devemos nos santificar? “Santificai-vos na verdade; a tua palavra é a verdade”. Cristo é a nossa santificação. É por meio dele que somos guardados de todo o mal (releia o versículo 12). Caminhar com Cristo caminhar para a santificação. Verso 17: “Santifica-os na verdade…”. Leia o que próprio Cristo diz em João 14:6. Ainda no versículo 17 Jesus continua: “… a tua palavra é a verdade”. O livro de João começa dizendo: que Jesus é o Verbo. O verbo é a palavra de ação. Cristo é a palavra de ação de Deus.

A verdade que liberta é a palavra de Deus, revelada em Jesus Cristo, acessível ao homem. As verdades bíblicas não podem se tornar secundárias, insignificantes ou alvo de dúvidas. O que Deus nos diz em sua Palavra é verdade absoluta. Não é auto-ajuda. Não é positivismo. É a revelação da pessoa de Deus e de quem somos em Cristo. Essa santificação tem um objetivo bem claro: servir as pessoas. O desejo de Cristo é que o discípulo se santifique para que possa ser enviado ao mundo.

3.) A igreja tem um coração de amor (versículos 20 a 23)

Quando ora pelos crentes futuros (por mim e por você),  Cristo não pede uma igreja multiplicadora, o derramamento de dons, ou mesmo a realização imediata de missões. Tudo isso aconteceria naturalmente, mediante o derramar do Espírito Santo. Cristo pede que nós tenhamos a marca do amor.

Frequentemente, a igreja primitiva é citada como principal referencial de igreja. De fato, ela tem uma série de lições práticas que devem ser absorvidas nos dias de hoje. No entanto, biblicamente, o padrão estabelecido para a igreja está explícito nessa oração de Jesus: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em vós” (versículo 21). Só existe uma forma correta de amarmos e sermos unidos: assim como o Pai se relaciona com o Filho.

Isso representa uma unidade de propósito. O plano do Pai era de redenção ao homem por meio do sacrifício daquilo que Ele tinha de mais valioso: seu próprio Filho. E Jesus se submete a isso. Do mesmo modo, a igreja de Cristo deve andar em unidade de propósito e visão, cumprindo o Evangelho, sempre disposta a servir e se submeter ao próximo.

A sujeição só existe quando existe o amor. Não o amor de boca, mas o amor genuíno derramado por Deus e manifestado em Jesus (leia 1 Pedro 1:22). O termo “ardentemente” dá a dimensão do amor que o Pai tem com o Filho e que devemos ter uns com os outros.

O amor do Pai e do Filho independe das circunstâncias. Deus estava com Jesus do seu batismo à sua morte. A igreja precisa viver esse nível de unidade, que independe de circunstâncias. Essa unidade deve estar centralizada em Cristo.

Não é possível estar em Deus andando sozinho. A igreja é um corpo e só há vida quando esse membro está conectado ao cabeça, que é Cristo. A vontade de Jesus é que cada um dos seus compartilhe a vida. Tal como o Pai e o Filho.

Conclusão: A oração sacerdotal manifesta a glória de Deus

A marca da oração sacerdotal de Jesus é a mesma do seu ministério e do seu sacrifício: o amor.  (v. 23). O propósito da intercessão de Cristo é que o mundo conheça que Deus o enviou como sacrifício de amor – A maior prova de amor já vista. O coração de Cristo bate por pessoas. Assim como o do Pai (João 3:16). Deus entregou seu Filho por amor às vidas. Jesus fez discípulos para que estes proclamassem o Seu amor ao mundo. A igreja existe para fortalecer o amor do Pai e do Filho, por intermédio da ação do Espírito Santo.

É hábito das pessoas à beira da morte fazerem um testamento. Essa oração é o testamento de Cristo. Seu último pedido: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste” (v. 24a). Em algumas versões, em vez de “quero”, é citado “a minha vontade é que…”. Está no coração de Cristo que estejamos a seu lado eternamente. O Senhor tem um lugar especial para as pessoas que creem neste testamento e assumem a sua posição. Este lugar é o céu. Mas enquanto não estivermos lá, como igreja, temos uma função a cumprir aqui.

Possíveis direcionamentos (peça ao Espírito Santo que mostre qual ênfase dar neste momento)

–        Valorize que Cristo intercedeu por nós e que hoje este é o papel do Espírito Santo;

–        Destaque a importância da santificação;

–        Ressalte que a Palavra é a verdade de Cristo;

–        Lembre que a igreja tem um papel no mundo;

–        Chame a atenção para a marca do amor, que deve estar ardentemente na igreja;

–        Assegure que o propósito de tudo é mostrar a glória de Deus;

–        Apresente a intenção de Cristo de um dia ter todos os seus a seu lado, para uma vida eterna.

Por: Seminarista e Líder de Célula Victor Miranda

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