quarta-feira , 24 Janeiro 2018
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Esboço para Células – Pastor Jorge Henrique

Audio Culto

“Pelo Meu Espírito…” – Zc 4.1-14 Pelo Meu Espírito (arquivo)

Introdução – O contexto

O texto inclui um dos vv. mais conhecidos no meio evangélico: “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor” (Zv 4.6)

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Não podemos ficar apenas num versículo de que gostamos; toda Palavra de Deus deve nortear nossa vida.

Essa profecia aconteceu quando Israel voltava dos 70 anos de cativeiro babilônico. A razão do desterro foi o descontentamento de Deus com a idolatria do povo. No exílio, houve o arrependimento e a depuração do povo.

Salmo 137.1-3 mostra a tristeza de Israel no cativeiro.

Salmo 126. 1-3 mostra a alegria do retorno.

(Obs.: os salmos não estão organizados em ordem cronológica).

As lutas e dificuldades podem servir para nos corrigir e nos fazer crescer. Como as temos encarado?

No retorno, o templo de Salomão, sede do culto judaico, estava em ruínas. Zorobabel era o governador  encarregado da reconstrução e Josué era o sumo sacerdote que deveria cuidar da vida espiritual do povo.

O povo voltava cheio de esperanças, mas a terra, agora, era habitada por um povo híbrido (mestiço) que não queria a volta dos israelitas. Para impedir a obra lançam mão do escárnio e zombaria conseguindo até, por um tempo, paralisar a obra.

1 – O “despertamento” do profeta

Diante desse quadro crítico surge Zacarias, despertado do sono (espiritual?) por um anjo. Ele tem uma visão. O anjo pergunta: ‘O que vês?’

Em tempos de sono espiritual há necessidade de “despertamento”. Com o despertar passamos a ver coisas que não víamos porque caem as vendas espirituais dos nossos olhos.

Ex.: Paulo, a experiência da conversão; após ser perseguidor religioso, passa a ser perseguido.

2 – A humildade do profeta

Zacarias descreve a visão ao anjo e reconhece desconhecer seu significado. Não tentou dar uma de “bom”.

Temos de ser humildes sempre, reconhecendo nossa incapacidade e nossa necessidade de Deus.

Ex.: Maria não se ufanou quando recebeu a notícia de que daria à luz o Filho de Deus. Manteve-se humilde guardando tudo no coração.

3 – A dependência do profeta

O anjo menciona o que esta em Zc 4.6 e diz que essa é a mensagem a ser transmitida a Zorobabel.

Não era a força ou a violência que levariam à reconstrução, mas o agir do Espírito de Deus!

Uma restauração espiritual só pode acontecer através da ação do Espírito Santo. Nossa força nada é!

O azeite que corria no candelabro da visão não dependia da ação humana. Isso serve de exemplo para nós que não podemos orar e ao mesmo tempo tentar fazer acontecer pelo agir. Precisamos entender que somos, apenas, cooperadores. Todo lugar de proeminência e destaque tem de ser do Senhor.

Ex.: João Batista falando de Jesus? “Convém que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3.30.

4 – A resistência a enfrentar.

“Montanhas” de oposição (v. 7).

Diante das perspectivas de bênçãos de Deus o inimigo sempre se levanta para impedi-las.

Diante do poder de Deus os montes de dificuldades se aplainam e se tornam campinas suaves.

O fato é que Zorobabel concluiria a obra colocando a pedra de remate.

Nós também temos uma tarefa a realizar, falando do amor de Deus e levando a salvação às pessoas. Nossa principal tarefa é frutificar.

A ordem para eles era a de não se impressionarem com as críticas, mas permanecerem fieis até o fim.

Também não podemos desanimar diante das críticas descabidas que vêm e que virão. Sigamos firmes sempre até…

5 – A figura de Zorobabel

Zorobabel é uma figura de Jesus. Assim como ele não desistiu diante da oposição, Jesus foi firme cumprindo a vontade do Pai até o fim.

Zorobabel colocou a pedra de remate. Jesus é nossa pedra de remate, de esquina, angular. Nós somos as ‘pedras vivas’ da sua construção, do seu templo, somos o templo do Espírito!

Quem levantará o braço contra o Senhor? Ele é nossa defesa. Permaneçamos nele. O v. 10 mostra que até os que desprezaram o dia das ‘pequenas coisas’ se alegrariam quando a obra do Senhor estiver concluída.

Nossa parte é permanecer na Rocha e não desistir. Muitos dos que descrêem ou nos criticam hão de se alegrar com as retumbantes vitórias que o Senhor nos reserva e vão se curvar diante do Senhor.

O prumo nos mostra que o Senhor requer retidão, justiça, santidade, equilíbrio, verdade, honestidade, integridade, transparência.

Deus vê todas as coisas. Vê, inclusive, seus discípulos frutíferos e multiplicadores.

6 – O propósito

As oliveiras representavam Zorobabel e Josué e apontavam para Jesus. Ele é o doador da vida e do Espírito..

Os vasos representam os filhos de Deus. Nós somos os vasos!

O candelabro é própria igreja que precisa do azeite do Espírito para ser purificada e brilhar.

A igreja está no mundo para brilhar, mas só brilha azeitada pelo Espírito.

7 – Conclusão

Assim como aquela obra seria concluída conforme a vontade de Deus, o que o Senhor tem para nós também acontecerá. Não é tempo de dar ouvidos às insinuações de opositores, mas de perseverar com humildade, na dependência do Espírito.

Deus também nos têm ungido “para levar boas novas aos cativos e proclamar libertação aos cativos…” (Is 61).

Vivamos os propósitos de Deus para nós. Talvez em breve haverá o reconhecimento daquilo que Deus fez por nós e se alegrarão e poderemos então dizer:”Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” (Sl 126.1).

 

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