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Esboço para células: Quando a provação é motivo de tristeza.

 Quando a provação é motivo de tristeza(Arquivo)

 

CBP 19/05/2013 – Esboço – Célulasdeserto787
Pregação: Pr. Jorge Henrique

Introdução

Thiago 1.12 a 18

Na mensagem passada estudamos Tg 1.1-12 e vimos que a provação pode ser encarada de forma que seja motivo de alegria. Isso quando há nela um propósito de Deus para a sua vida. Tiago sugere algumas possibilidades para essa provação ser tida como motivo de alegria:

a) quando é uma prova de fé, quando é um meio para torná-lo maduro e íntegro e

b) quando você sabe que será recompensado.

Estes propósitos para serem alcançados, dependem de atitudes de perseverança, humildade e confiança em Deus.

Na sequência, Tiago fala de outro tipo de provação: a provação que é motivo de tristeza, A palavra usada na tradução é tentação,  diferente para fazer distinção, mas no texto original de Tiago é o mesmo: peirasmos.

Embora a palavra seja a mesma, o autor descreve duas situações totalmente opostas. Ambas nos trazem dor e sofrimento, mas uma deve ser motivo de alegria e outra motivo de tristeza. Vamos ler o texto: Tg 1.12-18.

A Questão da Tentação (Cap.1:12-15)
Tanto a provação como a tentação nos levam um processo natural que produz bênção e maldição respectivamente. O desenvolvimento natural da provação leva à vida e o desenvolvimento natural da tentação leva à morte.

A discussão de Tiago agora é a respeito da origem do pecado na esfera da vida humana. Como sempre, o autor é prático e não se perde em discussões sobre a origem do pecado. Preocupa-se em mostrar como o pecado surge na vida humana e conduz os homens à pratica do mal.

Esse crente (v.12b) “receberá a coroa da vida”. É o reconhecimento da vitória daquele que suporta com firmeza a provação. É a recompensa que “o Senhor prometeu aos que o amam”. Tiago fala em provação e tentação. Segundo ele há uma preocupação em mostrar que, se as provações trazem um beneficio, o da recompensa pelo próprio Senhor, não se deve pensar que as tentações também são trazidas pelo Senhor.

A culpa da tentação não pode ser atribuída a Deus. “Ele a ninguém tenta” (13b) “Deus não pode ser tentado pelo mal”. O mal é uma impossibilidade para Deus, não que Ele o queira cometer e não possa, mas no sentido de que sua absoluta santidade é incompatível com tudo que se choca com seu caráter santo. Sendo Deus tão oposto ao mal e ao pecado, ninguém pode colocar sobre Deus a culpa das tentações em que esteja envolvido.

Há, porém um fato que não podemos deixar de considerar. A tentação é real. Como surge? Muitos colocam sobre o Diabo culpas que são deles. Tiago diz: “Cada um, porem, é tentado quando atraído e iludido, enganado pela sua própria concupiscência”. Concupiscência é um ato que praticamos repetidamente, é o desejo intenso, ardente de gozar os bens terrestres. Não é momentâneo, mas surge depois de acalentado e alimentado. Esse desejo, muito forte é tolerado e estimulado e nos impele para o pecado. Parece-nos bonito, atraente, mas por baixo dele esta a morte. O pecado não se mostra feio e destruidor, mas sempre agradável. Somos, então, iludidos e levados para o mal.

A concupiscência é a mãe do pecado. “A concupiscência havendo concebido, da à luz o pecado”. Tiago segue a mesma linha de raciocínio de Jesus. O mal procede do interior do homem. Não somos vitimas dos astros nem produtos do meio. Também não somos mananciais de virtudes e pureza, como algumas correntes filosóficas e psicológicas querem fazer crer. O homem pensa, sente, quer, toma decisões, é um ser responsável. São os maus desejos do seu interior que o levam ao pecado. Foi isso que Jesus ensinou quando reinterpretou a lei de Moisés.

O Senhor Jesus não proibiu apenas o ato, foi mais fundo, foi às intenções. Sua exortação é uma exigência para a pureza moral do coração. É o pensamento que gera o ato.

A BLH, diz: “Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte” (15).

Tiago esta dizendo que a sede das decisões está na mente, Paulo recomenda em Cl 3:1, 2 “Vocês ressuscitaram com Cristo. Portanto, ponham o seu interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus. Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra.”

Uma pessoa que só fala coisas pejorativas, imorais, piadas indecentes, sempre de mau humor, só fala mal dos outros e dos irmãos, não se pode presumir que venha a ter uma vida limpa, com saúde. I Co 15.33 “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.”

Os pensamentos determinam ações e sentimentos. Pensemos coisas boas e as possibilidades de fazermos o bem serão maiores. Encha-se de lixo e tudo que produzirá será lixo. O que está semeando em sua mente? Encha-se de decência e dignidade, e você será decente e nobre.

Encha-se de amargura e você será insuportável para os outros, além de arruinar a sua própria vida. Por isso é que lemos em Pv 4.23 “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos.

Examine sua própria vida. Reavalie sua concepção de vida, seus pensamentos, sua forma de ver e julgar o mundo. Veja bem o que está pensando sobre os outros, sobre si, sobre a vida. Ordene seus pensamentos de forma correta.

O Que é Bom vem de Deus (7) (Cap.1:16-18)

“Não vos enganeis” liga duas idéias. Não se enganem, pensando que o pecado vem de Deus (vs. 13), pois dele só vem o bem, tanto que “ele nos gerou pela palavra da verdade” (vs. 18), e a partir do vs. 21 temos a apresentação do que seja a “palavra da verdade”.

Não nos enganemos, pensando que Deus nos conduz ao mal. Não nos desculpemos dos nossos pecados, colocando a culpa em Deus. Ele não tenta a ninguém. Dele só vem o que é bom e nunca o mal.

“Meus amados irmãos”. Apesar da advertência, o tom é carinhoso. Tiago repreende sem ira e com ternura. Uma lição a aprender é tratar a todos com carinho, sem concordar com o erro. Ele não lança dúvidas sobre a conversão genuína dos cristãos embora percebesse que tinham caído em alguns erros doutrinários e práticos.

“Toda boa dádiva e todo som perfeito vêm do alto”. “Alto” é empregado como substituto para “Deus”. Mostra também a transcendência de Deus. Ele é o que esta lá em cima, em contraposição aos homens, que estão cá embaixo. Há uma diferença entre Deus e os homens. Transcendência de Deus: é o caráter do que está fora do alcance de nossa ação ou até de nosso pensamento. A transcendência de Deus não significa, porém, que Ele não possa estar entre o seu povo como seu Deus (Lv 26.11,12; Ez 37.27; 43.7; 2Co 6.16).

“Boa dádiva… dom perfeito”. O ensino de Tiago é que Deus dá boas coisas ao seu povo. Tudo o que é bom vem de Deus. Dele não nos vem o mal, a tentação. Vem o bem, que está no v. 18.

“Descendo do Pai das luzes”. O dom vem dele, descendo, para nós. Uma conclusão lógica, já que ele é lá do alto e nós somos cá de baixo. A figura de Deus como luz é comum.  No Sl 27.1 “O Senhor é a minha luz e a minha salvação”, Em Jo 1.5 lemos que “Deus é luz”. O Salvador também aplicou a si a significativa figura: Jo 8.12 “Eu sou a luz do mundo; quem me segue, de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Tiago ultrapassa essa metáfora, a amplia e declara que Deus é “Pai das luzes”. Ele é Pai das coisas mais elevadas da criação, os astros. Os astros se localizam muito acima dos homens. Mas, quem os criou é maior do que os astros e está acima deles, por ser “o Pai das luzes” “em quem não há mudança nem sobra de variação” (v. 17). O Pai é imutável. Não confundamos imutabilidade com imobilidade. Deus não muda seu caráter e sua essência, mas age de maneiras diferentes de como agiu no passado. Não está preso a esquemas.

Naqueles dias viam as luzes no céu brilharem, viam o sol nascer e se pôr, viam as fases da lua. As luzes do firmamento mudavam, mas o Pai que os criou jamais muda. É o mesmo sempre. Sempre é bom. Nunca deixará de ser bom e de dar boas coisas aos seus filhos.

Não é suficiente dizer que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto”. O que Tiago tem para apresentar como prova de sua afirmativa? A resposta está no v.18: “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade.”. É o novo nascimento: “ele nos gerou”.

A salvação é produto do querer de Deus. É a sua vontade e o seu amor para conosco que são os elementos motivadores da nossa salvação. Desde o Éden encontramos um Deus que procura e um homem que se esconde. Deus quer o nosso bem. Foi o seu querer, a sua vontade, que o levou a salvar-nos.

Pelo seu querer, Deus “nos gerou” e nos fez nascer espiritualmente porque assim o desejou. Como fomos gerados? “Ele nos gerou pela palavra da verdade”. A mesma idéia encontramos em I Pe 1:23, que diz: “tendo nascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece”.

Deus nos fez nascer pela palavra da verdade, “para que fossemos como que primícias das suas criaturas”. “Primícias” significa “primeiros”. Os cristãos nascidos pela palavra, são os primeiros? Significa que há outros? Quem são os segundos? São os gentios, aqueles que não têm o Senhor como seu Deus.

As primícias eram o principio da colheita que se oferecia a Deus. Deviam sempre ser o principio, porque este é o fundamento da mordomia. Deus deve ter prioridade. A Deus não se dá o resto nem o que sobeja. Assim sendo, os primeiros frutos eram dados, consagrados a Deus. O que a Deus fosse oferecido, seria dele

Cristo nos resgatou do poder do Inimigo e nos deu ao Pai. Somos propriedade divina. Não pertencemos mais ao poder das trevas. Somos de Deus. Foi o querer de Deus que operou o processo de nosso novo nascimento. E foi sua revelação consumada em Jesus Cristo, numa sintonia entre as pessoas da divindade, que nos gerou. Por isso, tudo o que temos de bom, a começar da salvação e da comunhão, vem-nos de Deus. Ele nos ama e nos dá o que é bom.

Embora o propósito da tentação seja enfraquecer seu desempenho espiritual e o da provação seja o de fortalecê-lo, os resultados dependem de como você reagirá à pressão.

Está fustigado pela provação? Jesus continua próximo com a mão estendida para erguê-lo novamente. A provação é uma experiência com extrema margem de segurança, basta confiar em Jesus.

Está sob o desejo destruidor da tentação? Você não precisa ser fatalista e sucumbir impassivelmente ou jogar ca culpa sobre o ‘inimigo’. O processo da tentação pode ser interrompido em qualquer estágio, até mesmo depois do pecado cometido. Para invertermos a ação da tentação temos a presença e a obra de Jesus que nos garante a vitória. O autor de Hebreus escreve assim sobre Jesus: “Jesus não se envergonha de chamá-los irmãos … Pelo fato de ele mesmo ter sofrido quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que estão sendo tentados” (Hb 2. 11, 18).  

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