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Esboço para células: Sendo Pai excelente

Como ser pai excelente (arquivo)

Mensagem dia 11 de Agosto de 2013

Pastor Jorge Henrique

SENDO PAI EXCELENTE

Como ser um pai excelente?

Vamos aprender com José, o pai adotivo de Jesus. Por certo, Jesus não era a cara de José, pois o carpinteiro não era o pai natural de Jesus. Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, mas por certo Jesus nasceu no coração de José.

Mt 1. 16 e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.

17 Assim, ao todo houve catorze gerações de Abraão a Davi, catorze de Davi até o exílio na Babilônia, e catorze do exílio até o Cristo.

Embora pouco mencionado, José foi fundamental na vida de Jesus. Jesus, chamado na Escritura como ‘a raiz de Jessé’, mas Jesus só é ‘raiz de Jessé’ por causa de José. É a genealogia de José que o torna ‘raiz de Jessé’, ‘raiz de Davi’. Maria era da tribo de Levi. José era da linhagem de Judá, da qual descendiam Jessé e Davi.

José era o 13.º da geração de Davi depois do exílio e a próxima geração tinha de ser a do Messias, a 14.ª cumprindo o círculo perfeito da ação de Deus na história para trazer seu Filho ao mundo.

Ap. 5, diz: “Não chore! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu…”

José é o pai que torna possível a vocação do filho. Jesus só se tornou o Leão de Judá porque era filho de José. Isso se tornou possível porque ele o aceitou, o adotou e lhe deu seu nome, a sua tribo e deu com a sua tribo e com o seu nome todas as promessas que ele carregava como filho de Davi. Como 13º geração depois do exílio, ele transferiu ao seu filho todas as promessas que estavam sobre os seus ombros.

Lição n.° 1: Pai excelente é aquele quer torna possível a vocação do filho.

18 Foi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, mas, antes que se unissem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 19 Por ser José, seu marido, um homem justo, e não querendo expô-la à desonra pública, pretendia anular o casamento secretamente.

José decidiu atrair sobre si a culpa da gravidez de Maria. Se ele dissesse que não era o pai daquela criança que ela carregava no ventre, Maria seria apedrejada (Lv 20.10).  Com a determinação de fugir, não dando seu testemunho, ele atrairia a culpa sobre si poupando a noiva a quem, certamente, amava. Pensariam mal dele e não dela! O texto diz que ele era justo e talvez visse a Lei como muito severa e decidiu poupar a mulher e a criança. E enquanto elaborava seu plano, em sonho apareceu-lhe um anjo do Senhor que lhe disse:

20 José, filho de Davi, não tema receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo. 21 Ela dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. 22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: 23 “A virgem ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe chamarão Emanuel” , que significa “Deus conosco”. 24 Ao acordar, José fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria como sua esposa. 25 Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.

Lição n.º 2: Pai excelente é aquele com quem Deus pode contar para criar filhos para si.

É ao humilde e simples e talvez inexpressivo carpinteiro José que Deus concede o enorme privilégio de criar e educar seu próprio Filho! José, o único homem nesta terra a quem Jesus chamou de Pai!

Deus procura por homens que estejam dispostos a criar filhos para Deus, sabendo que  seu filho ou sua filha tem de ter uma vocação vai além de si.

Kalil Gibran, pensador e escritor libanês, diz:

“Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.”

É verdade! Não criamos filhos para nós mesmos! Para quem você os está criando? Lamentavelmente, muitos têm criado filhos para o mundo, para o craque, para as drogas, para o crime, para Mamon, para o inferno… Não seja este o seu caso. Faça como José, crie seus filhos para Deus.

Mateus Cap. 2:

13 Depois que partiram, um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e fuja para o Egito. Fique lá até que eu lhe diga, pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 Então ele se levantou, tomou o menino e sua mãe durante a noite, e partiu para o Egito, 15 onde ficou até a morte de Herodes. E assim se cumpriu o que o Senhor tinha dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”.

 

Lição n.º 3: Pai excelente é aquele que coopera com Deus na proteção de seus filhos e  para que Seus planos se concretizem  na vida deles.

José recebeu uma ordem de Deus e a cumpriu cabalmente. Fugiu para o Egito com a mãe e o menino. com muita discrição e sigilo. Partiu protegendo sua família e só retornou quando o perigo passou e recebeu a ordem de Deus para tal.

Acredito que diante dos acontecimentos e das evidências, José pensava: “Deus tem um plano para esse menino e eu vou protegê-lo, vou ensiná-lo e vou cooperar para que esses planos se realizem”.

19 Depois que Herodes morreu, um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20 e disse: “Levante-se, tome o menino e sua mãe, e vá para a terra de Israel, pois estão mortos os que procuravam tirar a vida do menino”. 21 Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. 22 Mas, ao ouvir que Arquelau estava reinando na Judéia em lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Tendo sido avisado em sonho, retirou-se para a região da Galiléia.

Dispondo-se a obedecer, tomou o caminho de volta, mas refletindo sobre quem reinava agora e que era o cruel Arquelau, teve medo.  Por certo, nesta situação, buscou ao Senhor e recebeu a resposta de que deveria ir para a Galileia.

Lição n.º 4: Pai excelente busca em Deus o que é melhor para o filho

Na conversa que tem com Deus, recebe a resposta para onde deveria ir.

O pai excelente não deixa a coisa rolar, o pai excelente conversa com Deus acerca do filho e discute com Ele como deve educar e conduzir seu filho. É verdade que ‘nossos filhos não são nossos filhos’, é verdade que os dedicamos a Deus e, portanto eles são do Senhor, mas o Senhor os coloca em nossas mãos para que cuidemos daqueles que são ou hão de ser seus filhos, então, nada mais justo do que chamar Deus para ser nosso parceiro nessa jornada privilegiada de pais que Ele nos permitiu vivenciar.

Jesus foi chamado de ‘nazareno’ exatamente porque um homem, um pai excelente chamado José decidiu obedecer a Deus e conversar com Deus a respeito do que era melhor para a vida do seu filho.

40 O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. 41 Todos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da Páscoa. 42 Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. 43 Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem. 44 Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos. 45 Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo. 46 Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas. 47 Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.

Lição n.° 5: Pai excelente é aquele que educa o filho para o cumprimento do seu propósito.

No judaísmo o pai era responsável pela educação dos filhos, principalmente do primogênito.

As mulheres eram analfabetas e não estudavam. Era o pai que conduzia a educação dos meninos. Era o pai quem dizia o que o filho deveria ler, a quem ele deveria buscar, etc. Certamente José muito ensinou ao menino.

Dos 12 aos 30 anos nada sabemos da formação de Jesus. Acredita-se que esteve com os essênios, nas não vamos entrar nesse assunto.

Quando Jesus ensinava na sinagoga e as pessoas ficavam maravilhadas com ele. Mateus 13:

55 Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?
Marcos 6:
3 “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, José, Judas e Simão? Não estão aqui conosco as suas irmãs?”E ficavam escandalizados por causa dele.
É perceptível o quanto José protegeu a família a ponto de a comunidade vinculá-lo a José. O vínculo era tão forte que o povo não conseguia vê-lo sem lembrar-se do pai, José que, possivelmente, aquela altura já não vivia mais.

Ilustração – Jonathan Edwards x Max Jukes

Jonathan Edwards foi um pastor puritano muito usado por Deus no primeiro grande despertamento americano. Dizem que Edwards tinha luz na mente e fogo no coração, nele se achavam unção e sabedoria. Porém, a área em que Edwards foi mais bem sucedido foi a de pai. Ele e a esposa Sarah tiveram onze filhos. Apesar da correria em que viveu, sempre dedicou tempo de qualidade para os filhos.

Recentemente, Benjamim Warfield fez uma pesquisa e encontrou 1.394 descendentes conhecidos de Edwards. Desses descendentes do famosos pregador cosntatou-se que:

· 3 se tornaram presidentes de universidades,
· 3 senadores dos Estados Unidos
· 30 juizes
· 100 advogados
· 60 médicos
· 65 professores de universidades
· 75 oficiais de exército e marinha
· 100 pregadores e missionários
· 60 escritores de destaque
· 1 vice-presidente dos Estados Unidos
· 80 altos funcionários públicos,
· 250 formados em universidades, entre eles governadores de Estados e diplomatas enviados a outros países.

 

Os descendentes de Jonathan Edwards não custaram ao Estado um dólar.

Benjamim Warfield também pesquisou a vida de Max Jukes, um famoso ateu, contemporâneo e opositor de Edwards. Jukes, o ateu, viveu uma vida ímpia, casou-se com uma jovem ímpia, e também deixou um legado para seus descendentes. Constatou-se que de sua descendência:

· 310 morreram como indigentes.
· 150 foram criminosos, sendo 78 assassinos
· 100 foram alcoólatras
· Mais da metade das mulheres, prostitutas
· Os 540 descendentes de Jukes custaram ao Estado 1.250.000 dólares.

A história de Jonathan Edwards é um exemplo do que alguns sociólogos chamam a “regra das cinco gerações”. Dizem que os valores, a educação e o ambiente emocional influencia seus filhos e as quatro gerações seguintes. Em outras palavras, o que os pais fazem pelos seus filhos, de bom ou de ruim, permanecerá pelas próximas cinco gerações.

As histórias de Jonathan Edwards e Max Jukes nos deve lembrar do legado que deixaremos como pais. É provável que pouco saberão a nosso respeito, mas o modo como somos pais hoje e os princípios que transmitimos afetarão não só nossos filhos, mas também nossos netos, bisnetos e as gerações que se seguirem.

Como dizia Edwards: “Deus fez todas as coisas com um propósito, e Deus também tem um propósito para todos nós, Nenhum homem vive em vão, todos nós deixaremos um legado”. Qual será o seu?

(fonte: http://www.cpr.org.br/jonathan_edwards.htm)

Conclusão

Na pessoa de José, o pai adotivo de Jesus, a Bíblia nos oferece o exemplo de um pai excelente que deve inspirar nossas vidas. Esse homem teve a consciência de que vivia para cumprir um propósito, pois ser pai de verdade é muito mais do que uma possibilidade genética, é ser pai de coração (o que ele, com certeza, foi!) e, em sendo pai de coração, é ver como privilégio cuidar e proteger gente a quem Deus vai abençoar e usar, gente que vai cumprir os propósitos de Deus, gente que vai se dispor nas mãos de Deus para mudar a história desta cidade, desta nação, deste mundo!

Obs.: meu tributo ao Pr Ariovaldo Ramos e ao Pr Victor Hugo em cujo material me baseei para esta mensagem.

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