terça-feira , 23 Janeiro 2018
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Esboço para Células – Uma Fé verdadeira

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Uma Fe Verdadeira – Resumo (Arquivo)

UMA FÉ VERDADEIRA – Timóteo

 2 Tm 1.5: “Também recordo a fé sincera que há em ti, que primeiro habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti.”

 

Que imagem que você faz de Timóteo? Que ele era um pregador, um pastor jovem, que sofria do estômago, tímido e que precisava do incentivo de Paulo, seu discipulador, para continuar seu trabalho?

 

Timóteo era o braço direito de Paulo. Fora enviado em missões especiais pelo apóstolo. Foi companheiro de Paulo em viagens missionárias. Esteve com o apóstolo num momento crítico da vida deste, na prisão em Roma. Conforme Hb 13.23, Timóteo esteve preso por causa do evangelho. Era alguém engajado na obra de Deus. Um de seus auxílios a Paulo era de ir pelas igrejas e lidar com pastores locais. Era um ‘impositor’ de mãos, constituindo e supervisionando pastores na igreja primitiva.

 

Paulo cita Timóteo em 8 das suas 12 cartas e escreveu-lhe ao menos 2 cartas que se conservaram como canônicas. Tinha-o em alta estima (2 Tm 1.2a: “Timóteo, filho amado”). Da mesma forma, Timóteo estimava muito a Paulo (2 Tm 1.4: “Recordo-me das tuas lágrimas…”).

 

Se para alguns, injustamente, ficou apenas a lembrança de sua enfermidade do estômago ou de sua timidez, certamente, o que contou para Paulo em relação ao amigo Timóteo foi a sua fé sincera, não fingida. Era alguém verdadeiro, sem hipocrisia. O jovem pastor podia até ser reservado ou sofrer do estômago, mas não era hipócrita. Sua fé e sua vida não eram fraudes. Eram autênticas.

 

Vejamos algumas marcas dessa fé autêntica que podem ser observadas na vida de Timóteo e que devem nos servir de estímulo para evidenciarmos também uma fé dinâmica, verdadeira, frutífera.

 

AS MARCAS DE UMA FÉ VERDADEIRA

 

  1. A fé verdadeira é compromissada e não interesseira. Não se vê Timóteo em busca de vantagens pessoais. E mesmo com sua enfermidade não se sentiu traído por Deus. Felizmente ele não era adepto de certa teologia moderna apregoada na TV que diz que a vida de um cristão é vida somente de vitória e que ele nunca conhece reveses. A vida de Timóteo é vida de compromisso. É vida de serviço. Uma fé verdadeira, não fingida, serve com desprendimento. Arrisca até a própria vida. É a fé que subsiste às crises e enfermidades. Obter vantagens e lucros não é sua meta. Gastar-se na obra de Deus, para glorificar-lhe o nome, sim.

 

  1. A fé verdadeira é aquela que se desincumbe eficientemente de tarefas que são confiadas. Pode haver contratempos, mas sempre haverá serviço. Aceitar trabalhos, sejam grandes ou pouco expressivos, mas vendo a oportunidade de ser útil, é marca de fé autêntica, sem fingimento. Se Timóteo tinha responsabilidade de administrar ofertas das igrejas para ajudar os demais, ou se ele era apenas um estafeta, levando a correspondência de Paulo para as igrejas, tanto faz. Muitos querem grandeza e não serviços mais simples. A fé sincera não busca notoriedade. Apenas serve. Seja em que nível for. Sua meta não é a grandeza, mas fazer a obra de Deus.

 

  1. A fé verdadeira aceita sofrer pelo evangelho. Pregações triunfalistas se baseiam mais no positivismo e auto ajuda que no evangelho de Jesus. Só falam de vitória e sucesso. Estas também são marcas de fé, mas a trilha do evangelho inclui também a cruz do cristão, a auto negação, o quebrantamento, o arrependimento. Timóteo não era um empresário espiritual bem sucedido. Obteve vitórias, porque isso acontece com o cristão, mas também experimentou a cadeia. Receber os louros da vitória em termos de recompensa material é bom, mas sofrer por amor a Cristo é melhor e só poucos privilegiados tiveram essa graça. Em At 5.41 – “E eles retiraram-se diante do Sinédrio, alegres por terem sido julgados dignos de sofrer afronta por causa do nome de Jesus”. Sofrer por Cristo é honra. É a fé que leva a se gastar por Cristo e não a buscar sucesso pessoal, riqueza e fama. Não se diz “bem-aventurados os que sempre triunfam e nunca sofrem”, mas “bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, pois deles é o reino dos céus” (Mt 5.10).

 

  1. A fé verdadeira não é auto-suficiente, mas aceita orientação para crescer. Há os que acham saber tudo. Timóteo queria aprender, crescer, amadurecer. Bendito aquele que deseja crescer. Benditos sejam os que querem amadurecer. Benditos aqueles que não se bastam sozinhos, mas buscam uma tutoria, um discipulado de alguém que seja tanto ou mais experiente que ele e que o ajude a crescer. A verdadeira fé aceita ser comandada, aceita ser testada, aceita receber direção.

 

  1. A fé verdadeira mostra solidariedade. No momento crítico de Paulo, Timóteo estava lá com ele. Há os que gostam de estar na companhia de alguém de sucesso, mas quando esse alguém passa por desgraças, somem. Foi assim com Jesus. Um dia gritavam “Hosana! Hosana!” saudando-o como rei. No outro, quando as forças políticas e religiosas estavam contra Ele, gritavam; “Crucifica-o! Crucifica-o!”. A fé autêntica é solidária aos irmãos que sofrem, dando-lhes apoio. É sempre amorosa.

 

Conclusão – Que tipo de fé é a nossa? Que tipo de fé é a sua? Interesseira ou desejosa de servir? É fé que busca o sucesso ou está disposta, se necessário, a sofrer por Cristo? Fé que vê as pessoas como oportunidades que podemos usar ou fé que as ama, sofre por elas e com elas se solidariza? Fé arrogante e presunçosa ou fé que aceita orientação porque quer ser melhor, deseja crescer?

 

A fé de Timóteo era sem hipocrisia. Seja a nossa assim, uma fé verdadeira, sem máscaras.

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