terça-feira , 21 novembro 2017
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Ariovaldo Ramos: “O sofrimento é um ambiente inevitável, mas possível de administrar”

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“De perdão em perdão você será transformado na pessoa que deve tornar-se. Sempre que errar, admita-o. Sofrimento é um ambiente inevitável. Mas, sofrer é um verbo que você não precisa conjugar”.

Essa frase é, na verdade, um dos trechos do recém-lançado livro “Pare de conjugar o verbo sofrer”, de autoria do pastor, escritor, articulista e conferencista Ariovaldo Ramos. Trata-se da primeira publicação do Selo Inatas.

O livro aborda a postura que o ser humano deve ter diante do crescimento e a oportunidade de usar esses momentos para se aproximar de Deus. Assinam os testemunhais os teólogos Ed René Kivitz e Ricardo Bitun e os compositores Chico Buarque e Caetano Veloso.

Por email, o pastor Ariovaldo Ramos conversou conosco sobre o trabalho. Essa conversa você confere com exclusividade a seguir:


Falar sobre sofrimento sempre atrai leitores. Há um viés de auto-ajuda no livro?
Não, eu pretendo que seja um viés de ajuda do alto, o livro chama o leitor a acreditar na obra de Deus, em Cristo, e a reagir ao ambiente de sofrimento a partir dessa obra.

Qual a intenção do senhor em abordar o tema?
Ajudar as pessoas a entenderem que o sofrimento é um ambiente inevitável, mas possível de administrar, isto é, é possível viver no ambiente de sofrimento sem que o ambiente de sofrimento viva na gente.

Como surgiu o interesse de falar sobre o sofrimento?
Sou um pastor, convivo com isso o tempo todo e cada vez me dou conta de que as pessoas estão tentando se alimentar de uma alienação: a de que é possível não ser atingido pelo sofrimento. Isso não procede, nem é a mensagem das Escrituras.

Em relação ao título do livro, como as pessoas conjugam o verbo sofrer?
Lamuriando-se do que lhes acontece, ao invés de reagir ao que acontece.

O cristianismo pregado hoje, em muitas igrejas, tenta minimizar o sofrimento, prometendo que o dia de amanhã será melhor. Biblicamente, isso é uma incoerência?
É. O dia não será melhor, a pessoa é que pode ser melhor em relação a qualquer dia. Pois como Jesus disse, cada dia terá o seu próprio mal.

Qual a melhor forma de encarar o sofrimento?
Aceita-lo e reagir a ele, de modo que, no que depender de nós, diminui-lo o máximo possível.

Ao passar por momentos de dor, há quem mire o sofrimento de outras pessoas para ter uma referência. Isso é positivo ou pode gerar uma cobrança interna grande?
Isso não é positivo, o que é positivo é olhar para o ato de Cristo como libertador de qualquer prisão, de modo que o ser humano não precise nunca ter a sua identidade ligada a dor, ao sofrimento, que sente.

É possível aprender a conviver com o sofrimento? De que forma?
É possível, conjugando outros verbos, como exponho no livro.

Muitos cristãos transferem um sentimento de dor ou o sofrimento a Deus. Isso vem em forma de revolta, decepção, abalo na fé. Depois, sentem um peso enorme por terem agido dessa forma. O que a pessoa que passa por isso deve fazer para se reerguer?
Pedir perdão e reconhecer que o sofrimento é coisa humana e que a relação entre Deus e o sofrimento é que Deus é o nosso Salvador e Consolador.

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