domingo , 17 dezembro 2017
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Quem Somos

  1. Quem Somos

A Comunidade Batista da Paz é uma igreja em células no modelo do M D A (Modelo de Discipulado Apostólico), com sede em São Vicente, SP. É associada à Associação da Igrejas Batistas do Litoral Paulista, Convenção Batista do Estado de São Paulo e Convenção Batista Brasileira. É associada, também, à Associação MDA.

  1. Breve Resumo Histórico

De Grupo Pequeno à Igreja Organizada

A primeira reunião aconteceu na casa do Pr. Jorge Henrique e Marli, no dia 28 de janeiro de 1989, na Av. Martins Fontes, 154, Catiapoã, São Vicente/SP. O local foi a‘sede’ da CBP por oito meses.

O grupo originário era composto por sete pessoas (Pr. Jorge Henrique de Azevedo Miranda, Marli Regius dos Reis Miranda, Romildo da Rocha Sousa, Ricardo Delfino Barboza, Wilson Gonçalves da Silva, Nilson de Oliveira Lobato e Marcos Molarino). Na segunda reunião participou como observador o irmão Rubens de Souza, que pertencia à Igreja Batista Memorial de Santos. Os encontros prosseguiram fechados até 5 de março de 1989 quando o grupo decidiu assumir a postura de congregação aberta e pediu filiação à IB de Vila Jóquei, conforme entendimento com o Pr. Marcos Domingues. Algumas decisões interessantes daquela reunião: 1) Escolha do nome de Comunidade Batista da Paz; 2) Não aceitação de pessoas vindas da PIB de São Vicente, por um período de seis meses; 3) Adoção do Pr. Antônio Alberto, da IB do Japuí, de São Vicente, com um salário mínimo mensal, cooperando para o seu sustento e permanência à frente daquela igreja; 4) Adoção do seminarista Edson Edington Santos, da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, que havia se juntado ao grupo, no valor de um salário mínimo de referência, por tempo indeterminado; 4) Criação do Departamento de Missões e do Departamento de Assistência Social; 5) Levantamento de oferta missionária especial para Missões Mundiais durante o mês de março; 6) Confecção e aprovação do primeiro orçamento.

Outras curiosidades: com o primeiro mês de levantamento de dízimos adquirimos 100 cadeiras dobráveis, o primeiro retroprojetor e a mesa para a Ceia do Senhor.

Naquela época, tudo o que hoje é comum em tantas congregações era, praticamente, novidade: grupos pequenos, discipulado, louvor farto e “liberado”, ministério colegiado, compromisso sério com o ensino e com a Palavra de Deus, prática dos dons espirituais com critérios e equilíbrio, etc. O trabalho prosseguiu com muitas lutas e perseguições até, mas o Senhor foi confirmando sua bênção e acrescentando vidas ao rol da congregação.

  1. Organização da Igreja

A organização da congregação em igreja deu-se em 27 de junho de 1992, com 57 membros. Nessa altura, faziam parte do rol os pastores Luís Antônio Pereira, ordenado a nosso pedido sob os auspícios da IB de V. Jóquei, e Átila da Silva, egresso da IB Memorial de Santos. O pregador foi o Pr. Marcos Pinto de Souza, então pastor da Igreja Batista do Centenário, de Santos, que mais tarde faria parte do nosso colegiado pastoral, servindo-nos por sete anos e meio.

  1. SEDE E LOCALIZAÇÃO

A sede da igreja está na Rua Dona Anita Costa, 261 – V. Voturuá / J. Independência, em São Vicente. O terreno, de 10m x 40m, foi adquirido pela congregação do irmão Rubens de Souza, que o havia comprado com a intenção de repassá-lo à igreja, o que fez por 1/3 do seu valor. Posteriormente, sob a presidência do Pr. Marcos Pinto de Souza, a igreja adquiriu o terreno contíguo, de n.º 251, com área idêntica ao primeiro. Em 2008, em incrível jornada de, fé foi adquirida a casa de n.º 261, vizinha à nossa propriedade.

Não temos a visão de templo como ‘santuário’ ou algo sagrado, quase intocável. Para nós, o espaço que Deus nos deu é um multiuso que, além das celebrações, recebe nossos eventos.

Sonhamos com a aquisição de outras propriedades que nos permitam adensar o trabalho educacional, social e evangelístico da igreja.

A construção (1994) foi feita em etapas rápidas, sendo a parte posterior pré-fabricada e o salão de cultos de estrutura metálica. Na obra do salão tivemos a cooperação de um grupo de norte-americanos de Willmington, Carolina do Norte, EUA, sob a liderança do Pr. Jonathan Guy Key. Estes irmãos viajaram para o Brasil sob suas próprias expensas, dando uma semana de trabalho na construção e uma oferta de 3250 dólares para auxiliar nas despesas da obra. Alguns irmãos da Baixada também nos ajudaram com a mão de obra.

Antes de radicar-se em local próprio, a congregação reuniu-se na casa do Pr. Jorge Henrique e Marli, por um período de oito meses, indo depois por três meses para um salão de festas na Rua Emílio Carlos. Depois  ficou por 15 meses em casa alugada na R. Rio de Janeiro n.º 249, Jardim Independência, São Vicente, até a compra de nosso local, que abrigava um chalé de madeira, adaptado para as reuniões. Por um período de quatro meses, durante a construção de parte do edifício (térreo posterior), a igreja esteve abrigada na EMEF “Lions Clube”, com a gentil permissão da diretora, Prof.ª Regina Célia Bonfim.

Reconhecemos, dentro dessa fase ainda inicial, o trabalho e a dedicação fundamentais de irmãos que estiveram conosco, ajudando-nos a erguer o edifício que tanto nos abençoou, tais como: Rubens de Souza, José Carlos Formoso e João Jorge Fernandes, entre outros.

Com o desenvolvimento da igreja, o salão, de dimensões acanhadas (7,5m x 14m, mais mezanino), ficou pequeno para receber o povo. Logo, anelávamos por um salão maior que pudesse receber as pessoas com mais conforto.

Em material preparado para o boletim que deveria circular em maio de 2001 (em outubro/2005 voltamos a usar a expressão), já dizíamos: ”

O Coração Pode Ser Grande, Mas a Casa…”

“É assim que a gente pensa ao ver o salão lotado nos cultos de celebração, aos domingos. Já não é possível realizarmos qualquer trabalho que demande maior quantidade de pessoas porque a capacidade não permite. Reconhecemos que a casa é mesmo pequena e que temos, agora, um ‘santo problema’ a resolver.”

O “Corpo Vivo”, informativo da igreja, na edição de julho de 2004, comentando as belíssimas comemorações dos nossos 12 anos de organização, disse a respeito da palavra profética que o Senhor nos deu em 27/6:

Naquela noite a chuva de Deus caiu sobre a igreja, levando a cura, a unção Dele e um quebrantamento aos presentes. Como se não bastasse, em uma palavra específica à igreja naquela noite, Deus disse que aquele momento era um marco na vida da igreja. Naquele dia, Ele estava nos curando de feridas causadas por acontecimentos passados e que não deveríamos temer o fato de sermos uma igreja constituída majoritariamente por jovens e adolescentes porque “Eu, o Senhor, fiz assim. Estou formando com eles um exército de homens e mulheres de Deus”.

Alguém que tem congregado conosco, duvidaria disso?

Após algumas tentativas de avanços e também recuos, finalmente, em setembro de 2005, a igreja, num rasgo de coragem, sem dinheiro algum em caixa para investir no projeto, decidiu, por unanimidade, pela demolição do ‘velho’ templo e construção do novo. Estava selada a sorte da nossa ‘caixa de fósforos’, como carinhosamente chamávamos nosso salão (pequeno, apertado, mas ‘pegava fogo’). Começava ali, para a igreja, uma jornada de fé, ousadia e amor, ainda não concluída.

Entusiasmada, a igreja partiu para a luta e com campanhas entre os membros passou a levantar recursos e fazer orçamentos. O irmão Alexsandro (Alex) Ferreira, arquiteto, na época membro da igreja, presenteou-nos com o projeto, trazendo mais ânimo ao povo de Deus.

Durante o período mais crítico das obras, passamos a realizar os cultos na EMEF “Pref. Antônio Fernandes dos Reis”, onde ficamos por quatro meses, graças à gentileza da diretora da instituição, Prof.ª Ediméia e da Secretária da Educação, Prof.ª Tânia Maria. Ainda sem condições de voltar e precisando deixar a escola, fomos acolhidos, gentil e graciosamente, pelo Pr. Jorge Sidney Perru, que nos permitiu utilizar graciosamente as dependências da Igreja Projeto Vida, àquela época por ele presidida. Ali nos reunimos por um período de quatro meses. Nossos cultos eram às 17h, com a igreja hospedeira aguardando nossa saída para iniciar os seus.

Em 19/8/06 sob intensa chuva, com as paredes da fachada ainda não concluída fizemos no local a II Noite da Pizza. Sobre a utilização do espaço, o Samuel Neto, nosso ministro de Música e Louvor,  naquela ocasião, testemunhou: “Fiquei emocionado. No sábado quando cheguei à igreja e vi aquele salão cheio de mesas e preparado para a noite da Pizza,confesso que as lágrimas quiseram rolar dos meus olhos, mas me contive e me alegrei muitíssimo em poder participar do primeiro evento na nossa nova casa. Graças a Deus que nos tem abençoado grandemente!!! Agora estou ansioso para o primeiro culto!”

Acerca da obra, o Victor Miranda colheu um interessante diálogo entre duas senhoras que passavam na rua:

-Nossa, olha o tamanho!
-Eu já estava achando que eles não voltariam para cá!
-Em pensar que aquela igrejinha vai virar uma big igreja…
– Pois, é!

 Um casal jovem que passava dizia: “Imagina que barulhão vão fazer. Coitados dos vizinhos” E o Pr. JH os interpela: “Não vai ter barulhão, não. Temos tratamento acústico”.

Em 3/9/06, finalmente, crendo que já havíamos incomodado bastante nossos hospedeiros, optamos pelo retorno imediato, ainda que as paredes não estivessem concluídas e, aos poucos fomos fazendo as melhorias necessárias.

Hoje, tão pouco tempo se passou e a casa – para a glória de Deus – está cheia novamente, levando-nos a pensar que o que em um momento nos parecia grande, pequeno se tornou. Pensamos em nova ampliação, mas sabemos de antemão que não será suficiente para abrigar a quantidade de pessoas que virão a Cristo através da instrumentalidade da igreja do Senhor.

Para minorar a situação, passamos a realizar dois cultos (às 17 e às 19 horas). O vespertino já está lotado e necessitado de nova multiplicação. O noturno tem um crescimento mais cadenciado.