segunda-feira , 25 setembro 2017
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SOS México 70: você pode ajudar?

FOTOS: Marco Aurélio/PMSV

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Um dos papéis mais importantes da igreja é cumprir a sua função social. Em São Vicente, surge uma oportunidade da Comunidade Batista da Paz (CBP) desempenhar esse chamado. Afinal, na madrugada de hoje, cerca de 240 famílias da México 70 perderam tudo o que tinham (inclusive suas casas), após mais um incêndio.

A educadora religiosa Noemi Ribeiro da Silva, a Mimi, está organizando uma campanha de doação para as vítimas dessa tragédia. No entanto, como essas famílias perderam tudo, é importante agilizar ao máximo os seguintes materiais:

– Roupas;
– Agasalhos (em especial, para crianças)
– Cobertores, travesseiros e lençóis;
– Material de higiene pessoal;
– Material de limpeza;
– Alimentos não-perecíveis;
– Fraldas descartáveis.

As doações podem ser levadas na igreja a partir de hoje, tendo como prazo máximo o culto de domingo. A ideia é levar  esse material o mais rápido possível às famílias que estão alojadas na EMEF Lúcio Martins Rodrigues, na Vila Margarida.

Aproveite também para orar por essas pessoas, e pelo bairro da Vila Margarida e a favela México 70. Que este momento de dor e tristeza seja um tempo especial do Senhor na vida daquelas pessoas. Leia a seguir alguns depoimentos de desespero das pessoas que perderam tudo:

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José Alberto e Rubia Alexandra, cujo filho pequeno fará 5 anos na sexta-feira: “Meu pequeno perdeu todos os brinquedos, a bicicleta usada que ganhou do meu cunhado”.

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Marcos Paulo Santiago Martins, morador e agente da Defesa Civil, um dos primeiros a chegar para ajudar. “É uma situação de pavor. As pessoas são acordadas no susto, com gente batendo nas janelas, chutando as portas e gritando ‘fogo!’, ‘fogo!”.

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Angela Maria da Silva, de 46 anos, jamais imaginou ser uma das vítimas. “Ver pela tevê deixa a gente chateado, triste, com vontade de ajudar. Mas passar por isso é passar pelo inferno. É fogo, grito, desespero. E agora estou aqui, sem nada, e com a esperança de que alguém olhe por mim”.

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Rosicreide de Amorim Alves, de 33 anos, em estado de choque. “Não consigo parar de chorar. A gente lembra do esforço que foi construir tudo e também do susto. Mais do que isso, quase perdi minha família”.

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Lindomar Castilho de Jesus, de 40 anos, 35 deles na México 70. “Estava fazendo as contas. Acho que é o sétimo incêndio que eu vejo no bairro. Me acostumei a consolar as pessoas na hora do desespero. Mas dessa vez foi diferente. O desespero era meu. Levei 10 anos para construir uma coisa que o foto destruiu em um minuto. E agora? Estou desempregado, mas a vida precisa recomeçar”.

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