quarta-feira , 24 Janeiro 2018
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TADEL – Pesca Maravilhosa

Como viver uma pesca maravilhosa

Lucas 5:1-11

1.) Jesus busca seus discípulos do meio da multidão – (vv 1-3)

pesca

O texto bíblico em questão acontece na beira da praia, na beira do lago de Genesaré (ou Mar da Galileia). Uma grande multidão seguia Jesus Cristo por onde ele passava. Tanto que o texto começa relatando esse desejo das pessoas de estarem perto para ouvir a Palavra de Deus.

E, mesmo no meio de tanta gente, Cristo enxergou um grupo de pescadores. A multidão pressionava, mas ele teve olhos para algumas pessoas comuns, que faziam seu trabalho árduo de todos os dias. Pessoas que jamais esperavam que aquela manhã pudesse mudar suas vidas. Homens cansados, possivelmente desanimados, com a preocupação de levar para casa um sustento que não veio.

É a esses improváveis que Jesus recorre. E, como se o próprio Deus precisasse de algum favor, faz com que eles se sintam importantes diante daquela multidão. “Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e assentando-se, ensinava do barco as multidões”.

Da mesma forma que Jesus olha para aqueles homens, podemos nos alegrar hoje, pois o seu olhar está voltado para nós. O que nós temos de especial? Por que Cristo olhou por nós? Nada! Somos pessoas comuns, improváveis, medrosas, pecadoras, desobedientes, teimosas, cansadas, sem perspectiva… mas o seu olhar de amor nos alcança.

Assim como aqueles pescadores, você era apenas mais um em meio a tantos, mas mudou sua vida quando foi alcançado pela graça e pelo amor de Cristo. É isso que muda a condição de vida de uma pessoa. Cristo nos convida a caminhar com ele. Se você aceitou o próprio Jesus no seu barco, é sinal que a pesca maravilhosa está acessível.

Do mesmo modo, nosso olhar de amor deve estar voltado às pessoas. Não podemos considerar todos iguais, mas temos que entender e nos importar com as particularidades de cada discípulo, cada integrante da célula. Temos o olhar de Cristo em nós!

2.) Aos discípulos estão reservadas as melhores experiências (v 4)

Para aquela multidão que se acotovelava na beira da praia, ouvir as palavras especiais de Jesus era algo renovador. Tanto que essas pessoas já haviam ido atrás de Jesus na sinagoga, no deserto e agora estavam ali, em pleno lago de Genesaré. Mas observe como, de uma hora para outra, toda essa gente simplesmente desaparece.

De personagem principal, a multidão se torna figurante diante da relação de Cristo com aqueles pescadores. O Evangelho de Lucas apresenta um Jesus que já vinha fazendo solitariamente alguns milagres, sinais e que ensinava a palavra de Deus. Mas faltava, ainda, capacitar pessoas que cumpririam o papel de levar a sua mensagem a toda e qualquer criatura.

Ele sabia que seu tempo no mundo era curto e que precisava confiar essa responsabilidade a alguém. Fariseus? Doutores da lei? Autoridades políticas? Quem seriam os encarregados de tamanha honraria? A resposta: aqueles pescadores improváveis. Aqueles que provavelmente seriam ignorados pela maioria de nós.

Depois de falar e ensinar a multidão, Jesus volta-se para aquele grupo de trabalhadores, como se dissesse “e agora, vamos ao que interessa…”. Naquele momento, o tratar de Cristo apontava para o futuro. Por mais que seus ensinamentos até ali fossem belos e fortes, se nesta hora o Senhor chamasse Simão para segui-lo, muito provavelmente ele ouviria uma resposta evasiva.

Por isso, Jesus entende que precisa primeiramente suprir as necessidades dos pescadores, como forma de atrair a atenção para uma grande caminhada. Cristo entra na realidade daqueles homens. Entra em suas vidas com a provisão perfeita. Se o problema em pauta era a falta de peixe, ele lhes daria o que precisavam: peixes.

Um modo de agir que ainda hoje recai sobre nós. Se alguém necessita de consolo, ele se revela como o Consolador. Se a carência é por colo, ele age como o Pai de Amor. Se é preciso forças, ele surge como o Todo-Poderoso. Se é solidão, ele surge como o Emanuel, o Deus Conosco. Para os discípulos pescadores, ele se apresenta como o Deus da Provisão. Uma manifestação de seu poder totalmente diferente da vivida por aquela multidão. Com aqueles homens, o encontro foi pessoal.

Muitas pessoas hoje se contentam em ser meros frequentadores de cultos, de células ou até optam por se engajar parcialmente em uma caminhada com Cristo. Mas os verdadeiros discípulos são aqueles que vivem as mais profundas experiências, pois vivem um relacionamento pessoal, íntimo e profundo com o Mestre.

3.) Prepare-se para o novo e o de novo (v.2 e 4)

Na descrição apresentada logo no versículo 2, Lucas relata dois barcos que voltavam de uma pescaria frustrada. Após uma noite em alto-mar, eles já lavavam as redes, retirando delas as algas, restos de lodo, vegetação… Em outras palavras, naquele momento eles sinalizavam ter desistido de encontrar peixes. O lavar as redes significava que eles já apontavam para uma próxima pescaria. Mas, naquele dia, nada mais sairia.

Eles eram pescadores experientes. Sabiam que, embora aquele local fosse ótimo para a pesca, o mar, literalmente, não estava para peixe. Por isso, poderia ter causado surpresa quando um homem cuja qualificação era auxiliar de carpintaria, chegou de repente, como se conhecesse o mar melhor do que os experientes pescadores e lhes deu uma orientação.

Ao olhar a história escrita nos dias de hoje, nos colocamos em uma outra dimensão, pois analisamos o texto com uma ótica de quem já conhece o restante da história. É evidente que o poder de Jesus dominava também as águas. Mas essa visão ampla e profunda ainda não havia sido manifestada aos discípulos. Por que confiar?

Aqueles homens já haviam tentado de tudo. A falta de peixes não consistia na falta de esforço ou na falta de aptidão para o trabalho. Como isso tem a ver com as nossas vidas! Tantas e tantas vezes fazemos tudo certo, nos esforçamos, lançamos e puxamos as redes diversas vezes e elas teimam em voltar vazias ou com poucos peixes.

A disposição de tentar de novo é que fez a diferença para aqueles pescadores. Não pela persistência em si, mas pela obediência diante de uma palavra que, naquele momento, parecia loucura. Quem tem Cristo no barco, porém, deve se acostumar a essas ordens improváveis. Deve se condicionar a viver o novo e a fazer de novo. A não se comover com a experiência de ter recebido Cristo, mas de desejar mais e mais vivenciar o sobrenatural de Deus.

 

Lembra aquela pessoa por quem você orou muito tempo? Talvez seja hora de voltar a intereceder por ela. E aquele discípulo que sempre parece retroceder? Volte às águas profundas para lançar a rede mais uma vez. Andar com Cristo é estar preparado para o novo e para o de novo.

4.) Confie e obedeça a palavra de Deus (vv 4 a 7)

Como já foi dito, os trabalhadores passaram a noite toda em pescaria. Um trabalho desgastante física e emocionalmente, visto que a pescaria tinha tudo para ser malsucedida. Observe que, além de uma orientação contestável, Jesus surge com um pedido, não com uma ordem. Ele queria ver se os pescadores realmente estavam dispostos a confiar em sua palavra.

Mais do que isso, a orientação era para que os trabalhadores ignorassem o cansaço e voltassem para o mar. As redes, a essa altura, se já não estavam limpas, estavam próximas disso. Retornar ao mar, poderia apresentar um esforço inútil, refazer um serviço em vão, desfazer o trabalho desgastante e voltar para casa com um sabor dobrado de frustração.

Em outras palavras, os futuros discípulos teriam todos os motivos do mundo para negar a proposta feita pelo Senhor. E o que Jesus lhes oferecia era justamente uma oportunidade de assumir o controle da situação e mostrar que o milagre da pesca estava debaixo de sua autoridade. Para vivenciá-lo, porém, era indispensável que aqueles homens saíssem de suas zonas de conforto, confiando e obedecendo.

 

Não seria nenhum absurdo se ouvíssemos uma resposta do tipo. “Senhor, pescamos a noite inteira e não pegamos nada. Confiamos em ti, mas as redes já estão limpas. Vamos para casa e voltaremos à noite”. Não seria estranho porque muitas vezes são respostas como essa que damos ao chamado do Senhor. Insistimos em lembrar de frustrações passadas, do esforço que já fizemos, dos compromissos que nos esperam. E perdemos a oportunidade de viver experiências profundas como essa pesca maravilhosa. Mas o cristianismo não é feito de desculpas.

A resposta de Simão é linda e deve ser imitada por nós nos dias de hoje. “Sob a tua palavra lançarei as redes”. Pedro estava dizendo, “Senhor, nós já fizemos de tudo, mas o que vem de Ti é bom. Eu quero. Eu vou. Eu estou disposto a fazer o que tu pedes. Eu quero viver o sobrenatural do Senhor. Mas é só porque o Senhor está mandando”.

A palavra de Deus tem nos impulsionado a vivermos experiências como essa. O Senhor está acessível, no nosso barco, dizendo: “volta ao alto-mar e lança as redes”. Os peixes estão prontos. As grandes experiências estão a uma obediência de distância. E qual tem sido a nossa resposta? O que temos vivido já é bom, mas ele nos convida a ir mais fundo. É lá que a manifestação do seu poder nos aguarda. É lá que os peixes entrarão na rede de tal modo que elas vão se romper.

 

Quem diz que confia e não está disposto a obedecer mente a Deus. O livro “Conhecendo Deus e fazendo sua vontade” ensina que a fé exige ação. Tiago afirma que a fé sem obras é morta. Ou seja, para uma pesca maravilhosa é preciso obediência e esforço. O resto? Deixa com Deus!

 

5.) Reconheça a incompatibilidade entre o santo e o pecador (v 8)

Após a experiência maravilhosa, Pedro não tem dúvidas em reconhecer que o autor do milagre foi o Senhor. Diante de tamanha manifestação poderosa, ele não reluta e vai ao encontro do Senhor, ajoelhando-se em sinal de humilhação. Sua reação é muito curiosa.

“Retira-te de mim, porque sou pecador”. Se a intenção de Pedro fosse realmente se distanciar da presença de Deus, bastaria que ele próprio se retirasse. Mas quando o seu pedido é para que Cristo saia da sua frente, ele se coloca em uma posição de reconhecimento de sua condição: de um nada que precisa do Senhor. É como se ele pedisse aquilo já esperando um não. Em outras palavras, Pedro talvez gritasse em seu espírito: “Senhor, eu não mereço, mas eu preciso de Ti. Eu não vou te largar”.

Há uma incompatibilidade clara entre a manifestação do Santo e o pecador. É impossível viver experiências com Deus e não assumir essa condição. Pedro não relaciona o milagre da pesca maravilhosa à sua fé ou ao seu esforço. Não vemos o pescador dizendo; “estão vendo, se eu não tivesse me sacrificado, me esforçado etc…?” Essa é uma lição muito importante. Será que temos nos vangloriado das experiências que o Senhor nos proporciona? Será que fazemos questão de lembrar que isso só aconteceu porque nós fomos atrás?

O milagre da pesca está ligado apenas ao Senhor. Não teve qualquer relação com os pescadores. E você, por mais que esteja buscando a presença de Deus, vivendo o melhor momento de sua vida no âmbito espiritual, deve sempre ter essa postura de Pedro. “Tem misericórdia de mim, porque sou pecador”. Não temos méritos no que acontece. De nós, não sai nada de bom. Mesmo as mais belas intenções, se partem de nós, são carregadas de sentimentos traiçoeiros. Deus é quem opera o milagre. Ele é o único responsável.

 

A reação de Pedro lembra a de Abraão, a de Davi, a de Isaías… os grandes homens da Bíblia, quando deparados com a manifestação clara da glória do Senhor, têm uma reação em comum. Não é de gritos, não é de exibicionismo, não é de cantar, nem de postar no facebook… é de se prostar imediatamente reconhecendo a condição de pecador. Reparem que, até então, o Senhor sequer havia chamado aqueles homens para serem seus discípulos. Cristo só nos convida para as maiores experiências quando reconhecemos a sua atuação em todas as circunstâncias de nossas vidas.

6.) Os milagres nos desafiam a ir além e segui-lo (v 10)

Os discípulos reconheceram a atuação de Jesus naquele milagre. Segundo Russel Shedd, “A tendência do avivamento é de criar uma consciência viva da corrupção interior que afasta completamente a auto-suficiência e a auto-estima. Foi esse sentimento de indignidade que esmagou a consciência de Pedro, após a pesca maravilhosa”.

Só após esse reconhecimento os pescadores estavam prontos para entender e aceitar o chamado. O chamado que o Senhor faz hoje para nós tem uma condição semelhante. Reconhecer quem somos, quem Cristo é, admitir que sem ele não somos nada e acreditar no que parece ser improvável.

 

O texto da pesca maravilhosa não termina com um milagre que eles poderiam contar para filhos, netos e, quem sabe, escrever um livro. Termina com uma mudança de vida, de comportamento, de foco. Aquela experiência determinou a mudança da vida daqueles homens.

É bem possível que eles jamais tenham deixado de ser pescadores no ofício da função. No entanto, a Bíblia relata que eles deixaram tudo. Podemos entender isso como uma mudança radical de foco e sentido. É isso o que Cristo faz. Muda radicalmente os nossos preceitos e nos convida para uma nova vida. Uma vida baseada na sua vontade.

A pesca maravilhosa está disponível a todos nós.

PERGUNTA:

Qual a palavra que o Senhor tem colocado em seu coração para que você lance suas redes?

Como viver uma pesca maravilhosa (Arquivo)

Por: Seminarista Victor Miranda

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