segunda-feira , 25 setembro 2017
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“Uma igreja forte ajuda as pessoas a amadurecerem”, diz Pr. Henrique

Pastor Jorge Henrique de Azevedo Miranda
Pastor Jorge Henrique de Azevedo Miranda

 

A estreia de um novo site representa uma grande responsabilidade. Afinal, muitas pessoas vão acessar o conteúdo em busca de informações que sejam “interessantes”. Por isso, nada melhor que dar início à nova fase contando um pouco do que foi a nossa história. E ninguém mais indicado para isso do que um integrante do grupo dos 7 fundadores, o pastor-presidente, Jorge Henrique de Azevedo Miranda, também conhecido como JH. Aos 64 anos, ele conta um pouco da trajetória da CBP, das ênfases, dos desafios e fala sobre o nosso jeito de ser igreja.

O que o “grupo dos 7” esperava exatamente quando começou a se reunir, em 1989?

Tínhamos o sonho de termos em São Vicente uma igreja dinâmica, aberta, contextualizada, viva e verdadeiramente compromissada com Deus, mas não sabíamos onde o grupo chegaria. (Nota: Além do Pr. Jorge Henrique, participaram do início sua esposa, Marli Miranda, Romildo Rocha, Ricardo Barbosa, Wilson Gonçalves, Marcos Molarino e Nilson Lobato)

Quanto tempo demorou para vocês visualizarem o que queriam exatamente da igreja?

Dois meses até decidirmos ser congregação. Aí, aqueles sonhos que tínhamos para uma ‘igreja ideal’ passou a ser perseguido por nós.

As críticas eram intensas. Quais eram os principais motivos? Como a igreja reagia a elas?

A CBP nasceu com uma proposta de vanguarda, com muita informalidade. Muitos não aceitaram nosso ‘jeitão’ de ser e passaram a nos criticar. Particularmente, eu reagia mal às críticas e provocações e tendia a responder, mas as cutucadas até que nos fizeram bem pois nos tornaram mais unidos.

A organização da igreja aconteceu só 3 anos depois. Como era a expectativa de aprovação no concílio Batista?

Havia muita ansiedade. Temíamos que pegassem pesado, que não fossem justos conosco, etc., mas o concílio aconteceu normalmente, sem nenhum problema. Nossos temores eram infundados.

A CBP sempre foi uma igreja jovem. Em que ponto isso foi positivo? E negativo?

Nossa informalidade favoreceu isso. Foi positivo porque nos fez ser igreja dinâmica, alegre, ousada. O ponto difícil é que até os jovens e adolescentes gerarem sustento para igreja levou tempo. Mas sabíamos que estávamos plantando em solo bom e o tempo da colheita chegaria.

Qual a razão de investir sempre no ministério pastoral colegiado?

Cabe aí a influência que tive do Pr. Ary Velloso, na FTBSP. Ele estava implantando a IB do Morumbi e falava das suas ideias. Nós, seminaristas, vibrávamos com a possibilidade de vermos um novo tipo de igreja nascendo. Fui convencido de que a ideia do ministério múltiplo é bíblica e não permite a imposição de uma liderança personalista à igreja.

E como se deu a entrada da visão celular?

Sempre tivemos grupos pequenos, embora eles favoreçam à ‘Koinonite’ (disfunção da comunhão). Fomos para as células – que têm uma visão mais evangelística – após uma crise que vivemos com um grupo na igreja. Pensei: “Se ser pastor é sofrer isso, eu não quero ser pastor; se ser igreja é ser isso, eu não quero ser de igreja!” Na amizade com o Pr. Marcílio Guerra, de Piracicaba, veio a motivação para mudarmos. Conversei com a Marli, depois com os pastores na época Reinaldo e Jadson, com a diretoria, com a liderança ampliada e depois com toda igreja. Parece que havia uma santa expectativa em quase todos para isso. A mudança foi tranqüila, sem traumas e sem truques. Valeu a pena.

Construção de um templo “às escuras”, compra de um terreno caro… como desafios assim marcam positivamente a igreja?

Quando a igreja está unida e certa da vontade de Deus, os desafios tornam-se grandes oportunidades de demonstração e desenvolvimento da fé. A igreja amadurece e fica feliz por se ver mão de Deus aqui na Terra.

Como a visão celular pôde ser adequada aos propósitos da igreja?

As nossas ênfases eram (e são): adoração, discipulado, comunhão, missões e serviço. A célula visa ganhar pessoas, integrá-las, fazer delas discípulos multiplicadores. Acho que tem tudo a ver. Com as células nos tornamos mais frutíferos, mais receptivos e acolhedores, mais prestativos, temos mais discípulos para cuidar, a rede de pastoreio cresce.

Existe algum alvo específico de número de células ou de membros?

Sim, temos o alvo de chegarmos ao final de 2013 com 100 células e 600 membros. Por enquanto, estamos um pouco além da metade, o que mostra que nossa tarefa nos próximos meses não será fácil.

E o discipulado, qual a sua importância no atual momento?

O discipulado sempre foi o nosso carro chefe. Se queremos ser uma igreja forte temos que ajudar as pessoas a amadurecerem na fé e frutificarem. E isso só é possível com discipulado. É lindo de ver esse processo de mentoria, tratamento, prestação de contas, suporte, oração, relacionamento, etc acontecendo na igreja. O discipulado nos dá a base segura de qualidade para o aumento da quantidade.

Como você gostaria de ver a CBP daqui 20 anos?

Daqui a 20 anos será que terei condições de ver alguma coisa? Onde estarei? Mas, seguramente, espero que a CBP esteja firme cumprindo o seu papel de igreja compromissada com Deus, fazendo a obra de Cristo com seriedade, relevância e dignidade. Quantos seremos? Só o Senhor sabe.

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